domingo, 26 de novembro de 2023

Tudo ou Nada

 Frio na barriga. No coração, esperança. MUITA! um desejo absurdo que meus planos se concretizem.


Hoje venho falar do lado profissional. Minha amiga e sócia veio aqui hoje. Entre conversas, acabei entrando em contato com uma colega de trabalho e pluft: surgiu a possibilidade mais improvável da vida... Uma pessoa que quer me substituir no EDI.

A luz no final do meu túnel. Meu passaporte para outros voos. Se eu quero? Não. Mais que isso, muito mais: eu PRECISO. 

Acontece que eu já não me sinto nada bem no EDI em Manguinhos e preciso sair de lá. Não estou mais feliz.

Embora ainda não tenha nada certo, quero muito que isso possa acontecer na minha vida e eu consiga realmente fazer isso ser uma realidade. 

Como sempre gosto de fazer, aqui vão minhas projeções:

Me vejo saindo de sala e indo trabalhar na CRE. Em Caxias, em 2024 sigo com a Educação Infantil, mas depois vou para a sala de Leitura .

Em 2025 quero estar fazendo horário vertical para poder me dedicar mais aos estudos e assim entrar no Mestrado. Quero, preciso e vou conseguir!!!

No Rio, da CRE eu vou para uma oportunidade da SME e galgarei uma função que receba comissão ou algo gratificado. Quero ir pra área de tecnologia... 

Quem sabe num futuro mais distante eu fique os dois turnos em Caxias e assuma a direção com a Juliana.... TUDO PODE SER <3

Universo, surpreenda-me!

domingo, 5 de novembro de 2023

Navio atracado

 Sem mais delongas, assim como o título, cá estou. Exatamente dessa forma que me sinto.

Depois de inúmeras turbulências, conseguimos sobreviver. Nenhuma palavra definiria melhor!

Durante o mar revolto, estivemos inúmeras vezes a ponto de pular do barco..  Sem bote, sem plano, sem absolutamente nada. A vontade era só fugir.

Fugir de um relacionamento péssimo, desrespeitoso e sem qualquer perspectiva de sucesso. Ambos estacionados numa amargura que em respeito a tudo que vivemos, o melhor e menos trágico seria a separação. Enquanto ainda haveria respeito. O mínimo que fosse, por menor que ainda fosse.

Mulher de fé, sei exatamente o dia que tudo mudou. Era domingo e eu fui sozinha na missa, na Igreja aqui perto de casa. Ele ficou com nosso filho e eu apenas fui. No coração, somente a vontade de estar na Casa de Deus. Próxima, ainda mais conectada que já me sinto. Ali, com o padre Fábio eu chorei... Aquela missa, aquele homilia... Aquele dia... Ali Deus conversou comigo. Poucas vezes tive a sensibilidade de perceber, talvez. Naquele dia, Deus me tocou no ombro e na alma. De longe, a melhor missa da minha vida. Um padre desconstruído, que falou tudo que eu precisava ouvir e o que eu achava que o R. também precisava.

Consegui convencê-lo a ir. Ali Deus começou a falar o que precisávamos ouvir nas homilias, domingo após domingo... Na passagem que dizia sobre o homem ter sua própria família e "priorizar" sobre seus pais porque é uma nova família... Deus sabe como foi libertador!

E sei que o R. Ouviu... E mais que isso, praticou.... Aos poucos ele entendeu os meus limites e, não sei como, mas conseguiu equilibrar novamente nosso relacionamento. Confesso que continuarmos juntos não foi algo que eu tenha diretamente feito nada. Ele mudou... Ele repensou... Ele agiu.

Claro que continuamos tendo problemas, mas nada anormal. Nada que nos faça repensar sobre nosso casamento ou a vida a dois...

Eu nem queria mais casar na Igreja com ele... Eu não sentia mais que seria eterno e sabia que não poderia mais casar com ninguém... Que triste!

E que feliz... Nosso relacionamento passou por um período simplesmente horroroso, mas percebo que isso nos fortificou. Nos fortaleceu. Nos amadureceu.

Infelizmente ainda tenho meus bloqueios e reticências depois de tudo que passei com a família dele, mais específicamente uma pessoa, né... Muitos episódios aconteceram depois dos grandes acontecimentos. Prefiro continuar sendo cordial e educada e me manter afastada o suficiente para não me permitir ser novamente magoada ou atacada... Não sei como, mas ele tem conseguido equilibrar muito bem essa balança e respeitado meus momentos sempre.

No final das contas, consegui ver novamente o homem que me apaixonei...  Generoso, cuidadoso, companheiro, amigo, engraçado e agora com o plus de ser um pai e marido maravilhoso. E sou muito grata a Deus por ter me dado a paciência de esperar a colheita dessa minha benção...

Eu voltei a ser feliz como já não achava mais que poderia ser aqui. Construímos uma casa e depois fizemos dela um lar. Não foi da maneira que idealizei (nem de longe), mas foi uma construção sólida. Superamos o caos... Vencemos!

Na verdade, ainda falta uma vitória: vamos casar na igreja. Faço questão de dizer diante de Deus nosso SIM. Ele, que tanto me acolheu, segurou no colo e me mostrou o caminho. Que me deu paciência e sabedoria para suportar coisas que eu JAMAIS imaginei passar... Que me revelou verdadeiras faces e me permite viver diariamente os milagres que me emocionam. Eu PRECISO honrar meu compromisso que, apesar de não ser como imaginei também, vai ser como Deus reservou pra mim. Sim, estou pronta!