terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Quatro de Janeiro

Apesar de todas as pessoas no mundo não acreditarem mais nesse sonho americano que vai seguir... Eu acredito!
Há séculos que eu não escrevo, mas gostaria de sonhar, já que nada me custa... Eu sei que o que eu desejo é muito, muito ambicioso, como certa vez me disseram, mas eu tenho lá minhas expectativas e quero compartilhar. E, como sempre acontece, daqui a uns anos eu vou reler e ver o quão frustradas ou acertadas foram!
Hoje a situação do meu coração é complicada... Dividida entre a estabilidade e o instinto, ou melhor o sexto sentido...rs
Vivo uma história super estável com o A.L. . Às vezes tenho muita certeza e em outras vezes só as dúvidas me assombram. Quero e não quero. Gosto e gosto menos. Não sei definir ao certo



Eu quero um príncipe SIM. Sei que isso é muita ilusão, mas eu gostaria... E, ousarei aqui dizer como ele é. Idealizo MUITO e quero que o destino e a força do meu pensamento me tragam este ser para perto...hahahah
Ele fisicamente é: alto (de modo que me deixe confortável para usar qualquer salto alto, ou seja, cerca de 1,80! Seus cabelos são pretos, ‘jogadinho assim’... Ele não é forte, nem magrelo. Tem PORTE!
Ele por dentro é: um homem com personalidade, gosta de beijos, carinhos, é engraçado, responsável, honesto, trabalhador... Conseguimos conversar sobre qualquer assunto, mas acima de tudo ouvimos um sobre o outro.
Ele gosta de trabalhar e busca incessantemente a ascensão profissional por seu talento.
Sabe, enquanto escrevo, percebo que estou descrevendo uma pessoa que, na verdade, já existe. É o A.L. e isso me faz ver o quanto eu estou sendo fútil. Mas, ao mesmo tempo, o quanto eu não consigo deixar de ser.
Gosto dele, gosto de estar com ele, mas a questão exterior ainda não me fez deixar pra lá o que me desagrada nele (que é só isso). Ele me preenche em todas essas buscas, o que é o mais difícil, vamos combinar.
Ao mesmo tempo, eu tenho vivido algumas pequenas crises, revivendo momentos que não aconteceram e não aconteceriam se fosse com o RFC, afinal, ele não é a pessoa que eu queria que ele fosse... Ele é quem é e fim. Eu não posso mudar isso! O que é uma pena mesmo. Mas, faz parte! Tudo isso faz parte do que eu não gostaria que fizesse.
Acho que posso confessar que ainda o amo. Ainda não esqueci tudo que vivemos e queria SIM que ele esperasse eu viver esse momento e depois nos encontrássemos. Seria tão lindo o nosso futuro... Ter engatado dois relacionamentos assim tão logo não me permitiram pensar em algumas coisas que hoje eu paro e penso...
Nossa, quantos planos eu fiz com o Rafa... Queria casar, ter filhos (pelo menos dois...rsrsrs)... Eles seriam Miguel e Manuella – E Gabriela... A gente seria feliz, a gente iria se cuidar, a gente iria ser feliz todos os dias ou pelo menos a gente seria cúmplice! Mas, hoje não somos mais nada... Depois de tantos planos e de tantas histórias, o que sobrou foram os planos frustrados, que teremos que reinventar e tentar viver com outras pessoas...

Seguiremos nossas vidas, tomaremos rumos diferentes e, quem sabe o destino nos faça encontrar de novo no futuro... Quem sabe.

Ponto de Confusão

Ái, ái... Nem sei mais até que ponto escrever tem mesmo sido uma terapia!
Agora estou em Iguaba: eu, meus pais e muita confusão na cabeça... Ao mesmo tempo que eu sinto saudades de quem deixei no Rio, não sei o quanto quero realmente que essa história seja revelada. Estou confusa. Quero me prender, mas o mesmo tempo eu quero liberdade. Escolhendo qualquer uma das opções, eu estaria certa, estaria totalmente respaldada. Mas, quero desabafar (mais uma vez) minhas lamentações e principalmente minhas dúvidas... Tão duras e tão cruéis!!!
Por que não?
Porque eu acabei de sair de um relacionamento e preciso de espaço, de tempo... Quero sair, distrair a mente, não pensar em nada, não dever nada a ninguém, não ter que dar nenhum tipo de satisfação a ninguém. Quero não ter o compromisso de nada. Me preocupar somente comigo! Não ligar pra frustrações alheias, viver todo o meu egoísmo. Ser eu o quanto eu quiser, até não ter mais que deixar de ser e nem me moldar a nada. Ser e ponto final. Quero dormir e acordar sem me sentir moralmente obrigada a dar bom dia pra ninguém. Quero mesmo me viver, me saborear, me redescobrir... Zerar minhas cotas de tolerância, minhas frustrações, minhas desconfianças. Aprender primeiro a viver e conviver comigo mesma e depois encaixar alguém dentro de tudo isso... E assim, construir, tijolo a tijolo uma nova história! Quebrar a cara, reaprender, revalorizar e reconceituar o que é fundamental e até mesmo aquilo que não é! Eu quero parar de estar tão fechada a tudo e talvez a todos. Quero me reabrir de corpo e alma para o amor. Acho que ainda estou machucada pela convivência. Por melhor que o outro se apresente, eu sempre vou estar emburrada e insatisfeita... Quem sabe, resumidamente falando, uma C H A T A ! E é isso mesmo! Nunca nada vai estar 100% bom, porque eu mesma não estou. Eu não sei o que eu quero... E, sendo assim, como eu posso saber o que eu quero do outro ou o que eu estou disposta a oferecer a ele? Preciso tomar muito cuidado para não fazer do outro um servo apenas... Para meu ego, minhas vontades, meu achismo absoluto... Preciso me controlar e dosar a minha capacidade de ser absurdamente cética, desconfiada, questionadora e ‘ser menos’ para me tornar mais. Mas, e se a hora não for essa? E se não for agora? E se eu precisar me afogar de mim para perceber o quanto eu não poderia fazer mais ninguém feliz se nem eu mesma me faço? Minha cabeça é pura confusão, é puro questionamento sobre meu merecimento HOJE de ter do meu lado alguém tão legal, disposto a me dar qualquer coisa, abrir mão de qualquer coisa pra ficar comigo e eu aqui... Cheia de confusão... Toda, inteira, completa e repleta de dúvidas que eu, cada vez menos, estou sabendo lidar.

Por que sim?
Porque eu reconheço TODOS os esforços grandes e pequenos do dia a dia... A vontade de fazer para me ver feliz, de querer ter para me agradar, de querer me ver bem, me satisfazer... O fazer por retribuição do meu sorriso... Uma pessoa que eu não sei se, esperando essa minha confusão passar, ainda vai estar me esperando, ainda vai me querer tanto tanto assim... Se ainda vai estar disposta a me esperar em todos os tempos e gostar de mim com todos os meus defeitinhos e defeitões. Que me faça sentir ligada o tempo todo e me faça pensar nele o tempo todo... Nos detalhes das coisas que estão acontecendo, ainda que não tenham a menor relação direta. É a vontade de ver, de estar, de sentir cada pedaço de carinho e de cuidado. É novamente um egoísmo de ser tratada de uma forma especial por uma pessoa que eu também considero especial! Mas, é um sentimento diferente porque também me motiva a querer ser e fazer mais. É uma companhia, em palavras, de alguém que me disseram não existir, que já me disseram ser raro, que já me disseram ser indispensável, inadiável. Eu vou sendo desorganizada, do jeito mais eu possível e ele vem, cheio de carinho e sem nenhuma reclamação, ajeitando, organizando, cuidando e se esforçando para aprender e fazer coisas que me deixam feliz. É uma pessoa que se empenha verdadeiramente em me fazer feliz e parece se sentir bem só por fazer isso... Sei lá, como aquelas pessoas que vivem pelo prazer de fazer o outro feliz! Ainda minha falta de sensibilidade, minha racionalização de todas as coisas da vida, meus questionamentos, m

O que me deixa mais confusa ainda é o fato de nenhuma dessas duas respostas serem despretensiosas. Um não quer dizer  muita coisa e um sim, mais coisas ainda! O sim traz muitos planos para o futuro e uma carga super intensa de responsabilidades e planos para o futuro. Vivenciados com muito maior veemência. Um sim é uma vida a dois mais próxima que eu imagino... É um empurrão dos fortes nas costas para um passo muito importante na construção do futuro. O sim quer dizer CASAMENTO!!! E, aos 24, isso me assusta um pouco, para não dizer MUITO!