Tantas novidades acontecendo que quase não sei por onde começar..,
Vamos da maior novidade: estou passando um tempo na casa da minha madrinha. Bem, talvez eu gostasse de escrever isso antes de me sentir algumas vezes como estou agora... Em dúvidas. Mas, vamos lá!
Estou muito feliz por estar aqui. Vivenciar um distanciamento da minha família e dos problemas que tem lá, está sendo algo muito bom pra mim. Extremamente enriquecedor e está me fazendo crescer muito. Pelo lado da independência, do crescimento, da vivência de novas experiências, da proximidade com a minha madrinha, que é e sempre foi alguém que eu admirei muito e sempre quis estar por perto, pela pessoa maravilhosa que ela é. Tenho visto como uma experiência maravilhosa para nós duas que, apesar de tão parecidas, temos conseguido avançar e recuar quando é necessário. Talvez, nem sempre. Mas, muitas vezes.
Eu queria falar sobre esse episódio tão importante para mim talvez em outro momento, com uma empolgação mais enérgica. Mas, agora agora não vai dar. Rs...
Sabe, só consigo me lembrar do Pai de Santo que fui no ano passado e ele me disse muitas coisas e, todas elas estão acontecendo na minha vida, aos poucos, sem pressa. Mas, estão. Impressionante como ele não errou nada. Inclusive sobre a nossa convivência ele falou. Que eu iria porque sou teimosa, mas não seria exatamente o que eu esperava, talvez. Realmente há um abismo que separa duas pessoas que só se gostam e as mesmas duas pessoas que gostam e convivem diariamente.
Quem sou eu, teimosa que sou, para falar sobre o outro com tanta 'crítica' e de forma 'tão analítica'. Mas, percebo em alguns momentos uma certa imaturidade nessa convivência, no que se refere à falas que não vão de encontro com o que ela pensa. Sei lá, mas percebo que algumas vezes ela tenta projetar isso em mim. Por exemplo: VOCÊ NÃO ACEITA ESTAR ERRADA, VOCÊ NÃO ACEITA QUE A SUA OPINIÃO NÃO É A CERTA. Mas, na verdade, nós nem tivemos 'conflitos' suficientes pra ela afirmar isso. Mas, a fala é feita quando ela mesma é confrontada. Não sei, posso realmente estar julgando o que eu mesma mereço julgamento, mas quero exemplificar:
Certa vez, falávamos sobre o ex dela e a forma como ele dirigia, que era extremamente cautelosa, mas o fato de ser cauteloso, não significava DIRIGIR BEM. E, sem saber, eu toquei em um ponto TOTALMENTE delicado e nesse dia aprendi que JAMAIS deveria falar novamente dele o que eu pensava porque ela tem um pensamento tipo mãe: eu falo qualquer coisa do meu filho, mas você não pode dizer. E PONTO FINAL. Mas, eu não tava entendendo isso. Até que então, quando chegamos aqui, tiramos a prova perguntando pro Rafael e ele concordou comigo. Mas, isso foi o fim pra ela porque eu estava entrando numa zona proibida e fui ingênua de não perceber o que agora olho com tanta clareza. Enfim, seguimos o papo, ela dizendo que não concordava e eu apenas disse: OK, EU RESPEITO.
Mas, o final do assunto foi ela criticando a minha forma de dirigir, falando que a minha direção era extremamente ofensiva e imprudente. E já que era pra falar, ela ía falar mesmo.
Sendo honesta, ninguém gosta de não ser bom, mas eu super reconheço isso. O fato de eu sempre dirigir estando atrasada, me causa uma pressa de chegar, mesmo tem ter pressa... hahahahahah... E eu aceito críticas, inclusive essa, que sempre é feita pelo Rafael. Mas, acho que a diferença deles, nesse momento, foi o intuito da fala. Rafael me fala isso enquanto dirijo porque quer que eu melhore, porque percebe que aquilo não é certo. Ela me disse em um momento que se sentiu, de certa forma, acuada. E não achei essa atitude legal, sabe. Não vindo de alguém que eu dou liberdade para falar o que quiser, quando quiser. Achei um pouco desnecessário. Mas, não me incomodou ao ponto de achar que isso poderia atrapalhar de alguma forma. Pensei que isso fosse apenas uma situação isolada, embora eu tenha ficado meio pensativa com a fala, retomamos a convivência normalmente no dia seguinte...
Rafael fala que somos muito parecida e me aponta em muitas questões que ela também faz.
Enfim, passado isso, a questão de hoje já foi outra... Havíamos combinado que eu iria almoçar em casa e depois viria pra casa ajudá-la a fazer uma apresentação no Power Point para a escola. Enfim, fui pra casa e ela disse, depois de certo momento, que estaria em casa em meia hora. Mas, infelizmente, o histórico dela não dá credibilidade nenhuma pra confiar nessa meia hora. Meia hora ela são 8 horas no relógio dos humanos. Hahahahahh... E acabei não levando fé mesmo e dormindo. Enfim, acordei e recebi uma mensagenzinha dela como quem não gostou e perguntei se ela estava descontando em mim porque já tinha se aborrecido com coisas lá do trabalho dela e, resumo da história ela disse que era madura e não estava descontando em mim nada. Mas, lá no fundo, no fundo mesmo... Novamente me arrependi por ter falado a minha opinião mais sincera. Eu ainda estou aprendendo a dosar as minhas verdades, mas já coloco no mural de questionamentos algumas coisas que, inevitavelmente a gente vai fazendo uma análise comportamental do outro, né...
Antes, vou só concluir o raciocínio: como eu falei sobre não acreditar na pontualidade dela, ela disse que era trabalho e ela sabia separar as coisas.
Ok, eu acho o discurso lindo, mas ele não é aplicado na prática da mesma pessoa que estava falando comigo que uma colaboradora no trabalho ficava em cima dela com os prazos e ela entregava na última hora. Vamos aos pontos: o prazo era quarta-feira. Ainda dava (e dá) pra fazer hoje, mas sei que ela está querendo fazer o jogo da culpa comigo, pra eu ficar mal porque ela já disse que não vai poder fazer isso durante a semana, pois não terá tempo. Super concordo, mas não sei... Acho que eu acompanho muito bem a rotina dela semanalmente e sei que, se nos dedicarmos, a gente vai conseguir fazer isso sim...rs
Mas, respeito. Ela me disse que estava chateada com a minha fala, como se eu quisesse me desculpar por não ter vindo, culpando ela por alguma coisa. Sabe, sei lá...
Eu repenso muito sobre o tempo em que estou aqui e o que pretendo fazer quando o Lucas voltar. Sabe, inicialmente eu pretendia ficar e não quero que 3 meses de convivência maravilhosos sejam abalados, de forma nenhuma, por 2 dias ruins. Até porque isso seria ridículo. Os prós superam muito.
Mas, eu temo apenas porque não quero ser como as amigas dela, que no final são pessoas ótimas, mas até a página 2, que são pessoas que, de algum modo, não querem a felicidade dela, que invejam o que ela tem... Eu fico com medo que um dia ela pense isso de mim também no dia que meus pensamentos não forem de encontro aos dela.
Tem uma amiga dela que ela me compara muito, inclusive pelo signo e elas se dão muito bem... Eu vejo essa amiga sendo o porto-seguro, a pessoa que escuta, que aconselha, que se envolve... Mas, eu não vejo essa relação como terceira pessoa, vejo apenas pelos olhos dela e eu estou com medo de acabar sendo vista como ela é. Porque muitas coisas que ela fala, em algum momento eu já falei ou vice-versa.
Não sei se estou sendo clara ou se daqui a algum tempo quando eu reler possa levar para a vertente de pensar que ela é falsa ou algo do gênero. Não é isso que eu quero falar... A questão é o fato de eu ter medo dela se sentir ameaçada pelas coisas que eu falo. Mas, daqui a 4 meses, acho que já não vai mais fazer diferença porque eu vou voltar pra casa da minha mãe e daqui vou levar a boa experiência que adquiri e toda a proximidade ainda maior que conquistamos.
Vejo que enquanto estive aqui, a impulsionei para que ela comprasse o carro, se tornasse mais independente, conquistasse mais coisas não a nível financeiro, mas uma libertação emocional, sei lá... Falo melhor disso em outro episódio.
Mas, eu penso que não deva ficar insistindo e tenho MUITO que me policiar, pra não acabar estragando uma relação por coisas sem necessidade. Sabe, eu tenho que deixar essas coisas que precisam ser ditas a ela, para que um terapeuta fale, sabe...
Um exemplo clássico de soberania da verdade foi certo dia que eu falei pra ela sobre meus pensamentos de alugar um imóvel e expliquei os motivos e etc. Ela ouviu, falou como um conceito novo de ideal e tudo mais. Até aí ok. Sendo que quando eu falei com ela sobre isso de outra vez, ela me disse: eu inclusive estava lendo (...) e repetiu exatamente o que eu falei, sem tirar nem pôr. Mas, sinceramente, eu duvido bastante. E algumas vezes eu percebo isso...
Mas, não posso terminar sem dizer o quanto de coisas boa a gente faz por aqui. Conversa, se diverte, compartilha, ri, brinca, chora, divide anseios e sonhos...
Bem, eu ía falar do tantão de coisas que estão acontecendo e acabei me restringindo aqueles momentos em que chegamos, sem saber o que vai vir pela frente, mas como coração já cheio de planos e anseios. Ficamos querendo sem querer que um mundo só de novidades surja. Assim do nada, mesmo. E na partida, olhamos e vemos o quanto crescemos com todas as experiências... Das melhores às mais horripilantes. Mas, são os dois momentos mais importantes: o chegar o sair porque nunca sabemos o que podemos esperar, mas sempre devemos deixar nosso coração aberto para receber seja lá o que for. E com muita sabedoria. Saber chegar e partir é para os sábios!