domingo, 28 de julho de 2024

O limite da mudança

 Tarde de domingo pós-DR... Estou deitada no quarto com a mente a mil. Penso trilhões de coisas ao mesmo tempo e me sinto bastante frustrada depois da conversa.

Acho que depois de tantas vivências, já não duvido mais do meu amor pelo R., mas ao mesmo tempo, me sinto como se precisasse me questionar diariamente até onde só amor seria suficiente.

Acontece que em todas nossas conversas ele insiste em me dizer que não irá mudar mais, pois chegou no seu limite. E eu, que sempre tento conversar e dialogar, vejo que nitidamente isso não funciona mais no nosso contexto...

No final das contas, são coisas muito pequenas, mas que impactam muito no nosso dia a dia. Eu acho que ele tem TDAH e a convivência com alguém que possui é muito difícil pro parceiro e me vejo exatamente dessa forma. Com imensa dificuldade em lidar com as questões dele porque me sinto cada vez mais 

domingo, 26 de novembro de 2023

Tudo ou Nada

 Frio na barriga. No coração, esperança. MUITA! um desejo absurdo que meus planos se concretizem.


Hoje venho falar do lado profissional. Minha amiga e sócia veio aqui hoje. Entre conversas, acabei entrando em contato com uma colega de trabalho e pluft: surgiu a possibilidade mais improvável da vida... Uma pessoa que quer me substituir no EDI.

A luz no final do meu túnel. Meu passaporte para outros voos. Se eu quero? Não. Mais que isso, muito mais: eu PRECISO. 

Acontece que eu já não me sinto nada bem no EDI em Manguinhos e preciso sair de lá. Não estou mais feliz.

Embora ainda não tenha nada certo, quero muito que isso possa acontecer na minha vida e eu consiga realmente fazer isso ser uma realidade. 

Como sempre gosto de fazer, aqui vão minhas projeções:

Me vejo saindo de sala e indo trabalhar na CRE. Em Caxias, em 2024 sigo com a Educação Infantil, mas depois vou para a sala de Leitura .

Em 2025 quero estar fazendo horário vertical para poder me dedicar mais aos estudos e assim entrar no Mestrado. Quero, preciso e vou conseguir!!!

No Rio, da CRE eu vou para uma oportunidade da SME e galgarei uma função que receba comissão ou algo gratificado. Quero ir pra área de tecnologia... 

Quem sabe num futuro mais distante eu fique os dois turnos em Caxias e assuma a direção com a Juliana.... TUDO PODE SER <3

Universo, surpreenda-me!

domingo, 5 de novembro de 2023

Navio atracado

 Sem mais delongas, assim como o título, cá estou. Exatamente dessa forma que me sinto.

Depois de inúmeras turbulências, conseguimos sobreviver. Nenhuma palavra definiria melhor!

Durante o mar revolto, estivemos inúmeras vezes a ponto de pular do barco..  Sem bote, sem plano, sem absolutamente nada. A vontade era só fugir.

Fugir de um relacionamento péssimo, desrespeitoso e sem qualquer perspectiva de sucesso. Ambos estacionados numa amargura que em respeito a tudo que vivemos, o melhor e menos trágico seria a separação. Enquanto ainda haveria respeito. O mínimo que fosse, por menor que ainda fosse.

Mulher de fé, sei exatamente o dia que tudo mudou. Era domingo e eu fui sozinha na missa, na Igreja aqui perto de casa. Ele ficou com nosso filho e eu apenas fui. No coração, somente a vontade de estar na Casa de Deus. Próxima, ainda mais conectada que já me sinto. Ali, com o padre Fábio eu chorei... Aquela missa, aquele homilia... Aquele dia... Ali Deus conversou comigo. Poucas vezes tive a sensibilidade de perceber, talvez. Naquele dia, Deus me tocou no ombro e na alma. De longe, a melhor missa da minha vida. Um padre desconstruído, que falou tudo que eu precisava ouvir e o que eu achava que o R. também precisava.

Consegui convencê-lo a ir. Ali Deus começou a falar o que precisávamos ouvir nas homilias, domingo após domingo... Na passagem que dizia sobre o homem ter sua própria família e "priorizar" sobre seus pais porque é uma nova família... Deus sabe como foi libertador!

E sei que o R. Ouviu... E mais que isso, praticou.... Aos poucos ele entendeu os meus limites e, não sei como, mas conseguiu equilibrar novamente nosso relacionamento. Confesso que continuarmos juntos não foi algo que eu tenha diretamente feito nada. Ele mudou... Ele repensou... Ele agiu.

Claro que continuamos tendo problemas, mas nada anormal. Nada que nos faça repensar sobre nosso casamento ou a vida a dois...

Eu nem queria mais casar na Igreja com ele... Eu não sentia mais que seria eterno e sabia que não poderia mais casar com ninguém... Que triste!

E que feliz... Nosso relacionamento passou por um período simplesmente horroroso, mas percebo que isso nos fortificou. Nos fortaleceu. Nos amadureceu.

Infelizmente ainda tenho meus bloqueios e reticências depois de tudo que passei com a família dele, mais específicamente uma pessoa, né... Muitos episódios aconteceram depois dos grandes acontecimentos. Prefiro continuar sendo cordial e educada e me manter afastada o suficiente para não me permitir ser novamente magoada ou atacada... Não sei como, mas ele tem conseguido equilibrar muito bem essa balança e respeitado meus momentos sempre.

No final das contas, consegui ver novamente o homem que me apaixonei...  Generoso, cuidadoso, companheiro, amigo, engraçado e agora com o plus de ser um pai e marido maravilhoso. E sou muito grata a Deus por ter me dado a paciência de esperar a colheita dessa minha benção...

Eu voltei a ser feliz como já não achava mais que poderia ser aqui. Construímos uma casa e depois fizemos dela um lar. Não foi da maneira que idealizei (nem de longe), mas foi uma construção sólida. Superamos o caos... Vencemos!

Na verdade, ainda falta uma vitória: vamos casar na igreja. Faço questão de dizer diante de Deus nosso SIM. Ele, que tanto me acolheu, segurou no colo e me mostrou o caminho. Que me deu paciência e sabedoria para suportar coisas que eu JAMAIS imaginei passar... Que me revelou verdadeiras faces e me permite viver diariamente os milagres que me emocionam. Eu PRECISO honrar meu compromisso que, apesar de não ser como imaginei também, vai ser como Deus reservou pra mim. Sim, estou pronta!

sábado, 29 de julho de 2023

À DERIVA

 Superados tantos problemas familiares e intrigas com qualidade cinematográfica, nos despimos de todas as interferências externas. E já não nos reconhecemos mais.

Mudamos e no autojulgamento, ambos achamos que foi para melhor. Talvez tenha sido, mas não para o nós. Foi apenas para o eu e cada dia que passa, mais nos destanciamos do que um dia fomos...

Perdemos a capacidade (ou seria vontade) de coisas simples como assistirmos juntos a um programa se tv ou até mesmo planejar algo juntos.

O que me doi mais que o ato, é o fato de não perceber nenhum dos dois fazendo movimentação contrária a essa quase óbvia separação.

O questionamento é constante, a intensidade do cuidado não diminui, mas a atenção, a paciência, a parceria parece que sim. Tudo incomoda e o que um dia foi pequeno, hoje é devastador.

Alguém ferido, fere. E não é pouco... 

Mais frio que uma pedra de gelo, mas o que me incomoda é a indiferença... É não ver interesse do outro em mudar em prol dos dois. É ver que ambos se fecharam em suas crenças e elas não convergem. 

Queria ver além dos meus olhos e perceber o que ignoro ou o que realmente não estou conseguindo enxergar....

domingo, 8 de janeiro de 2023

 Reli, ocasionalmente trechos dos dois últimos trechos que escrevi. Infelizmente eu vi que muita coisa não mudou. De lá pra cá, meu casamento teve algumas evoluções, mas ainda considero meio insignificantes... Meio lentas... Acho que, na verdade, nenhum dos dois mudou. Quando estamos "bem", apenas adormecemos coisas que nos incomodam e que ambos não superaram.


A família dele continua me sufocando, invadindo a privacidade e se envolvendo em cosias que não lhe dizem respeito. Nossa relação até melhorou, ficou mais leve... Mas, ainda está muito longe de ser um ideal. Principalmente porque, depois de tudo que aconteceu, jamais conseguirei acreditar de novo na sinceridade desses sentimentos. A matriarca é pra mim, nada mais que alguém que destilou todo ódio, ressentimentos, carências e frustrações em cima de mim...


Como ela mesma já disse: se fosse escolher alguém para o filho dela, jamais seria uma negra.  E que sou uma víbora. E que iria me matar na unha. E que tantas outras coisas horríveis que, sinceramente, não faço o mínimo esforço para esquecer. Felizmente eu conheço meu valor e sei exatamente o que preciso para ser feliz. E certamente hipocrisia e falsidade não estão na lista! Eu quero que, distante de mim, sejam felicíssimos.


Meu casamento eu não vejo mais saída e parece que estamos vivendo um



quinta-feira, 1 de julho de 2021

O VAZIO QUE HABITA

 Geralmente, quando inicio uma postagem, já tenho um título - geralmente impactante - o qual gostaria de me lembrar alguma tempo depois da chamada... Avassaladoramente, inclusive!

Olhar o título e ter quase um spoiler do que se trata. Mas, dessa vez, tenho vontade de nomear apenas como VAZIO.

Desde a minha última postagem, que nem me lembro qual foi, eu tive muitas vivências... Positivas, outras nem tanto... Mas, quero falar sobre o que me fez abrir o computador e começar a escrever: meu  casamento.

Acho que as coisas estão um pouco diferentes do que imaginei no meu conto de fadas chamado 'casamento'. Vamos lá:

Nos casamos em novembro de 2020... Viemos morar juntos na semana do Natal e em Fevereiro nasceu nosso bebê, o Bento.

Acontece que muitas coisas não foram bem como eu imaginei e isso envolve a minha privacidade e um monte de outras coisas nesse âmbito. Mas, continuemos...

O casamento em si é conturbado. Ok que conviver 24 horas numa pandemia, com uma família no quintal querendo participar quase que do seu casamento, não é fácil. E o pior: convencer pacientemente seu marido que é isso que acontece (mas ele não percebe, ou pior, não se importa).

Sei lá, brigamos por coisas do cotidiano, que todo casal briga. Mas, também por coisas que eu não sei se qualquer um iria brigar. Vou dar um exemplo ridículo: hoje fiz um doce de limão e daríamos para a família dele também. Ele tirou, mas desmontou tudo e amontoou, parecendo uma "lavagem de porco" (era um pavê). Daí eu reclamei que ele desse esse pedaço, parecendo um resto de comida e blablabla... Poxa, nada a ver ele fazer isso, uma vez que o pai dele SEMPRE nos dá a comida com todo o carinho do mundo e a mãe dele também. Achei nada a ver ele fazer isso. E mandei ele trocar, uma vez que o nosso pedaço estava no pote ainda e com bom visual.

Enfim, daí começamos uma briga sem fim, com acusações pra todos os lados e inúmeras insatisfações do dia a dia. Não sei, mas acho que nos perdemos. Acho que estamos perdidos...

Eu acho que debater sobre coisas que não debatemos nunca, me faz enxergar alguém que eu não sinto que conhecia... Com posicionamentos que eu considero preconceituosos... Mas, ao mesmo tempo, convivo com o homem de coração generoso, bondoso ao próximo e que seria incapaz de fazer mal propositalmente a outra pessoa a troco de nada. Um ótimo pai, devo deixar registrado.

Mas, sei lá...Como homem e mulher, não sei se por conta da pouca idade do nosso filho, mas não consigo mais nos reconhecer... Poucas vezes trocamos carinhos ou, ao menos, palavras de carinho... Afetuosas de maneira conjugal...

Eu amo a minha família e escrevo isso de frente pra ele, com nosso filho no colo, que me olha e sorri... Da maneira mais lindamente inocente do universo... Para esse bebê que desconhece qualquer tipo de briga e fazemos questão de mostrar a ele somente o melhor do mundo. Com seus olhinhos grandes e expressivos, ele me olha e observa cada detalhe meu, até meu cabelo - o qual estou com extrema insegurança por estar passando pela transição - que eu não sei ainda se vou manter para sempre.

Mas, estar casada é difícil. Ter um filho não é ter um casamento.... Nunca quis dizer isso. Algumas vezes eu penso em separação, pra gente continuar sendo bons pais pro Bento, pra que a gente ainda possa conviver de maneira educada e saudável. Outras vezes eu acho que isso é impensável.

Tem tanta coisa na minha cabeça e tanta coisa entre a gente, que eu nem sei... Mas, sinto que aqui é meu lar (apesar de tudo). Gosto do que construímos, da parceria que temos, dos nossos bons momentos, das nossas trocas... Eu realmente queria que essa fase passasse logo... Não temos um momento de intimidade há bastante tempo e digo um momento em que a gente realmente VIVA de maneira intensa nosso relacionamento. E tá cada vez mais difícil isso acontecer... Às vezes, é tanta mágoa acumulada que eu penso que mesmo que tivesse o momento, eu nem sei se eu ia mesmo querer vivenciá-lo... Se assim mesmo, do jeito que está, já não está bom.

Mas, não é muito saudável ser colega de quarto casada há menos de 1 ano, né... Cá pra nós. rsrsrs...

Algumas vezes falta até o respeito. Falta a cumplicidade. Falta o que nos trouxe até aqui... Às vezes eu me sinto bem e grata por tudo que tenho, mas não sei se ainda acho que é para sempre... Que nós somos para sempre ainda...

Precisaremos de muito mais que apenas um filho para nos mantermos como marido e mulher. MUITO MAIS!!!

Dou desconto à fase que estamos passando... Ele desempregado, nós dois convivendo 24h, eu tendo que "educar" a família dele e vendo minha privacidade e criação do nosso filho sendo questionada e interrompida a todo tempo... Eu respiro, conto até 10 e vejo essa coisinha linda que eu coloquei no mundo e é quem me dá forças pra continuar; mas também quem me faz pensar o tempo inteiro que eu mereço E DEVO ser feliz por inteira.

Não sei se é utópico o que eu procuro, mas o engraçado é que eu não sinto medo algum de absolutamente nada que envolva estar com meu filho, onde quer que seja.... Nós dois! Pelo menos, nós dois, ou melhor....

Ser mãe não me mudou, mas ratificou o meu melhor, que sou eu mesma! Não preciso mudar para ser a melhor mãe do mundo pro Bento... Preciso ser eu e fazer as coisas do meu jeito porque eu sou uma pessoa que naturalmente voa para ver o horizonte com seus próprios olhos e não com os de alguém que supostamente um dia já viu...

Enfim, termino esse texto com um eu te amo, mas entalado. Entalado porque eu ainda não sei se sei. Não por não amar, mas porque eu preciso muito saber se apenas isso pode ser suficiente... Volto para contar...


quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Esperar esperando

 Muitas coisas aconteceram desde a minha última postagem. Entre elas, o crescimento dentro de mim de um pequeno ser que daqui a duas semanas (caso ele queira esperar as 40 semanas completas de gestação) será meu filho BENTO.

A gestação em si foi muito tranquila, com poucos enjoos, muita parceria do Rafa... Nesse meio tempo casamos, dia 27 de novembro de 2020. Mais precisamente, fazemos dois meses de casados hoje.

Inclusive, vou começar por aí... No ano de 2020, com a pandemia do Coronavírus e a descoberta da minha gravidez, não foi NADA FÁCIL... Precisamos correr com a obra, ele se desfez do carro dele, investimos tudo o que tínhamos e não tínhamos aqui, na nossa casa. Que inclusive, é do nosso sofá que escrevo, enquanto ele ainda dorme, mas hoje tem uma entrevista de emprego. Eu, a planejadora, não tive muito tempo para elaborar como seria a minha planejada vida depois que tudo foi mexido da maneira mais imprevisível possível, com a vinda de um bebê!

O início da vida de casado não foi fácil pra nenhum de nós dois... As rotinas e obrigações com a casa e se entender em uma dinâmica que funcionasse; Afinal, é muito difícil dividir de forma igual as tarefas e a administração do tempo para executar as coisas, já que cada um tem seu tempo... No primeiro mês, eu confesso que queria uma brevidade na nossa sintonia que não estava acontecendo... E me lembro de ter ido pro quarto chorar algumas vezes por conta disso... Porque a vida de casada, em parceria com meu marido, não aconteceu. Não tinha um botão que pudéssemos apertar para ligarmos a parceria instantânea de B1 e B2. E eu, como sempre, tinha pressa de tudo. Afinal, o Bento já está chegando e eu gostaria que a nossa casa tivesse o mínimo possível de interferência externa, mesmo nos momentos iniciais da maternidade... Queria que ele se apropriasse e participasse das coisas da casa e das decisões... Já que nós dois moramos aqui e somos responsáveis pelas coisas... E, principalmente considerando o fato que eu não fui criada para ser dona de casa. 

E, de antemão, quero deixar meu mais profundo respeito à minha mãe registrado. O trabalho de casa não acaba nunca e é algo totalmente ingrato! Nós fazemos, fazemos, fazemos e parece que ficamos o dia inteiro sem fazer nada porque sempre tem algo a ser feito. Ainda não consigo entender (no nível de me espelhar), mas respeito é o mínimo que posso falar para uma pessoa que abriu mão da sua própria história para cuidar dos filhos, que um dia cresceriam e iriam para o mundo. E aquele trabalho, aquela remuneração, a vida social e profissional, tudo isso seria apenas parte da sua trajetória. Eu não consigo me ver dessa forma e sendo feliz... Parece que algo não se encaixa em mim HOJE.

Continuando, depois de algumas discussões e alinhamento de expectativas, posso dizer que hoje eu tenho um PARCEIRO DE VERDADE, um MARIDO, aquele Rafa que eu sempre imaginei que me casaria e tenho a vida que imaginei que teríamos. Perfeitamente imperfeita, com desafios, mas recheada de amor e cumplicidade. Hoje ele é novamente aquela pessoa que me inspira vontade de querer agradar, de querer mimar, de estar perto e de vê-lo como alguém que eu verdadeiramente posso contar. Ele mudou RADICALMENTE a postura que estava tendo e deixou de se tornar hóspede para se tornar meu marido de verdade...

Conseguimos alinhar as nossas necessidades e olhar um para o que o outro precisa nesse momento. E, da mesma forma que briguei, hoje faço QUESTÃO de agradecer pelo pai que ele já é e marido que vem se constituindo a cada dia. E me coloco sempre aberta a melhorar também como pessoa, como cônjuge... Eu tenho noção de que conviver comigo e os milhares de TOCs que eu tenho (e descobri muitos que desconhecia) não é a tarefa mais fácil do mundo, mas eu consigo perceber que o mais importante nós dois temos: amor suficiente para não se tornar imutável, a ponto de nos tornarmos uma ilha dentro da nossa própria casa... Estamos abertos ao aprendizado da vida a dois e a abrir mão de convicções que não nos servem para vivermos a vida de casados que nos propusemos.

Apesar do momento não ser o melhor - financeiramente falando - já que, no momento, ele está desempregado. Mas, estamos conseguindo viver bem dentro das condições que nos é permitida. Graças a Deus não nos falta nada dentro da geladeira e nem de casa... As contas estão sendo pagas, as coisas estão conseguindo acontecer de uma maneira muito saudável e sei que a única coisa que posso fazer é agradecer a Deus por tudo estar indo bem.

Continuando as coisas que foram muito bem até aqui, não posso esquecer de mencionar a gestação super tranquila que estou tendo... Na verdade, acho que meus maiores desafios estão muito mais ligados a esse pós parto. Inicialmente eu queria ter cesárea. Mas, no final das contas, eu acabei optando pelo normal, por conta das possíveis intervenções externas que eu não gostaria... Na minha casa e na minha maternidade.... Rs... São muitas opiniões e muitos jeitos de fazer, que eu respeito muito. Mas, quero vivenciar a minha própria experiência. Somos adultos, casados, temos nossa própria casa e fizemos sozinhos o Bento... O que significa que devemos nos responsabilizar por isso e aprender a nossa própria maneira de sermos pais... E vamos descobrir! Como - eu ainda não sei - mas, como diz o Rafa, isso nasce com a gente. Nós não sabemos os meios, mas instintivamente sabemos o que precisamos fazer. E é verdade...

Agora, que tudo está realmente pronto, me sinto disponível para vivenciar a ansiedade da chegada do Bento...  Tenho muitas perguntas sobre como ele será (de rosto) e de personalidade. No meu chutômetro, acho que ele vai se parecer fisicamente com o pai. Mas, terá meu jeito, minha personalidade... Mas, se ele puxar o jeito do pai também está tudo certo... Afinal, é um homem de muitos princípios e valores...

Quero que ele venha, acima de tudo, saudável e que a cada dia mais ele possa crescer com saúde e Deus proteja de todos os males... Nesse exato momento em que escrevo, acho que minha ficha caiu que serei MÃE PARA SEMPRE... Que a partir de um certo dia daqui a poucos dias, nós seremos pais e responsáveis pela vida de um pequeno homenzinho que é fruto do nosso amor... Que serei a responsável pela criação e formação de alguém que pode mudar o mundo ou mudar a realidade ao seu redor... Que tem milhares de possibilidades para o futuro dele e isso perpassa pelas minhas escolhas para ele. Eu espero que tenhamos muita sabedoria para pôr no mundo uma pessoa boa, que aprendeu pelo exemplo e se orgulhará dos pais que tem... Dirá, assim como eu posso dizer, que teve nos pais exemplo teórico e prático de uma vida digna. Com dificuldade, mas sempre muita honestidade...

Espero também ter muita sabedoria para lidar com as intervenções que ACREDITO MUITO serem meus maiores adversários. Ter uma rede é muito importante, mas a partir do momento em que isso se torna um empecilho para você maternar, é complicado... Também me deixa cheia de receios o fato de eu não ser rodeada de pessoas que cumprem a quarentena de fato (nem minimamente) e que talvez não compreendam que NÃO É O MOMENTO DE VISITAR UM RECÉM NASCIDO!!!!!!!!!!! Ainda mais se você decidir não tomar vacina, o que é o caso... Rs

Mas, como o Rafa faz questão de dizer, estou mais uma vez me antecipando a problemas que podem nem acontecer.... Afinal, as pessoas já estão tomando a primeira dose da vacina. E, se Deus quiser, tomarão a segunda e essa onda de COVID vai acabar e voltaremos ao normal. Para hoje, espero que essa entrevista que o Rafa vai seja boa e nos traga bons frutos... De resto, daqui a não sei quanto tempo eu volto a escrever...

Certamente já com o Bento no colo e tudo acontecendo da melhor maneira possível.. Que 2021 seja um ano de muita saúde e realizações. AMÉM!